Fresh Cut Medley Impressão artística

domingo, 25 de setembro de 2011

BERTE MORISOT-PINTORA E GRAVURISTA FRANCESA...


RETRATO DE BERTE ,POR EDOUARD MANET.


Berte Marie Pauline Morisot (1841-1895)Nasceu em Brouges e morreu em Paris.Pintora  e gravurista ligada ao Impressionismo.Começou os estudos com Chocane - Moreau e   Guichar. Aperfeiçoou-se com Corot,seu grande mestre.Fez viagens pela Espanha e Inglaterra. Na volta,tornou-se amiga de Edouard Manet e casou-se com seu irmão Eugene.Expôs na Itália,Holanda e Bélgica .Em 1886 esteve em Nova York e lá também fez exposições. Berte Morisot teve menos prestígio do que os outros impressionistas ,mas fez-se amiga de todos .Eles reconheceram seu talento.

OUTRO RETRATO EM AQUARELA(E.MANET)

OBRAS DA PINTORA IMPRESSIONISTA:

Berte Morisot pintou a mulher,a criança,a família,os interiores,,,



No baile...
 



O Berço-uma das suas obras mais conhecida...
A mãe e a irmã da pintora...






domingo, 11 de setembro de 2011

ROSA TAIKON...Cigana,artista e ourives famosa!

Rosa Taikon
Na foto superior,Rosa no dia de recebimento de medalha de ouro;na foto do centro ,Rosa em seu atelier,na foto inferior ,Rosa em sua juventude.(Ela foi,junto com a irmã,atriz de cinema e teatro.)


Rosa nasceu em 1926,em Tibro,na Suécia,numa familia cigana do clã Kalderash.Nasceu e viveu parte de sua vida em acampamentos.Sua infância foi bastante difícil pois,naquela época os ciganos eram muito discriminados naquele país.Seu bisavô e seu  pai eram  artesãos em  prata,nascidos na Rússia.Também eram músicos e com sua orquestra se apresentavam em várias  cidades. O pai de Rosa,João Taikon desejava que os filhos aprendessem a ler e a contar e lutou muito nesse sentido.Rosa aprendeu a ler,entretanto não soube fazer contas por vários anos.Os filhos de João Taikon frequentavam a escola de verão e  no resto do tempo viajavam com a família em vurdóns.Depois da morte do pai seu irmão mais velho assumiu a profissão de ourives,mas pouco tempo depois foi assassinado por um racista.Rosa era,na época uma jovem  e desejou aprender a profissão da família paterna que era fazer jóias e objetos de prata.Entretanto,ela tinha apenas aprendido a ler e escrever e não podia aspirar um curso de artes e criação de jóias,que exigia mais conhecimentos.Rosa desejava tanto aprender que foi tentar uma entrevista na Escola de Belas Artes.Lá o diretor lhe disse que ela não possuía curso completo para poder frequentar as aulas de artes.Rosa lhe falou de suas habilidades na ourivesaria em prata,profissão de sua família.O Diretor ficou curioso com a atitude firme da moça e mandou-a buscar algo que fizera.Rosa voltou para casa e embrulhou um anel e duas abotoaduras de prata que fizera algum tempo atrás..Retornou à presença do Diretor da Escola de Artes e deu-lhe o precioso pacote que trouxera.O homem ao abrir o papel e deparar-se com tão lindo e delicado trabalho de ourivesaria,ergueu os olhar surpreso para a jovem cigana que aguardava ansiosa pelo seu parecer.Daquele dia em diante ,por convite do diretor iniciou seu curso na área de desenho e criação artística.Dois anos mais tarde ingressou na Faculdade de Artes.Desde sua primeira exposição em 1966,obteve enorme sucesso e a partir desta data nunca mais parou de criar e fabricar suas jóias em prata.Hoje seus trabalhos estão expostos em galerias e museus da Europa, Estados Unidos,Austrália e outros países,tendo recebido vários prêmios  e uma medalha de ouro do Governo sueco pelo seu trabalho..Hoje com 85 anos ainda faz jóias e também  luta pelos direitos do Povo Cigano. 

domingo, 4 de setembro de 2011

Bronislawa Wajs ("Papusza"):POETISA,CANTORA,COMPOSITORA, CIGANA




Bronislawa Wajs ("Papusza")  (1908 ou 1910-1987)também conhecida como Papusza, a palavra Romani de "boneca", era uma criança incomum. Ela aprendeu a ler e escrever, roubando galinhas de aldeias polonesas! Ela trazia as aves para os habitantes alfabetizados em troca de aulas e livros, que ela mantinha bem escondidos (mulher cigana não podia aprender a ler ,muito menos escrever...).Às vezes encontrava seus livros rasgados ,seus cadernos destruídos,seu lápis quebrado... No verão de 1949,o poeta polonês  Jerzy Ficowski ouviu Papusza por acaso,quando ela cantava suas canções e, reconhecendo seu talento, pediu a ela para escrevê-las para que ele pudesse publicá-las. A canção "Tears of Blood", “Llágrimas de Sangue”juntamente com várias outras, foi publicado por Ficowski no início dos anos 1950 em um livro chamado “  Canções de Papusza “. Em Lágrimas de Sangue (Sendo cigana sofreu sob o poder dos alemães em 1943-1944) ela conta:" Num bosque,sem água, sem fogo ,sem alimentos. Onde poderiam dormir  as crianças se não haviam tendas? Não podiamos acender o fogo durante a noite e nem de dia, a fumaça alertaria os alemães. Como viver com as crianças no frio do inverno? Todos estavam  descalços ...Eles queriam matar-nos,mas primeiro eles forçaram-nos a trabalhar pesado. Um alemão veio nos ver. “- Tenho más notícias para vocês. Eles querem matá-los esta noite. Não digam a ninguém. Eu também sou um cigano, de seu sangue - um verdadeiro.Vou pedir para Deus ajudá-los...... Tendo dito estas palavras, ele abraçou a todos nós ... Por dois, três dias ficamos sem comida. Todos iam dormir com fome. Incapazes  de dormir,  olhávamos  as estrelas ... Deus, como é belo viver... Ah, você, minha pequena estrela! Ao amanhecer você é grande! Cega os alemães! Confunde-os, faz com que se percam, para que a criança judia e a criança cigana possam viver!..."
Papusza casou aos 15 anos com um harpista(Dionizy Wajs),um músico muito mais velho que ela,sendo infeliz no casamento,transformando suas tristezas em poemas e canções.Por culpa de um mal-entendido   foi considerada  traidora pelos ciganos, por ter entregado seus escritos a Ficowski que os publicou numa revista literária "PROBLEMY, "de fundo político  e que defendia o sedentarismo obrigatório,uma questão política imposta ao povo cigano(fixarem-se num único local).Ficowzky usou as poesias  para influenciar políticas de sedentarismo cigano,e Papusza  acabou sendo envolvida nesse movimento político,sem saber. Como entre seus poemas,alguns falavam do anseio de retornar à casa,Ficowzky supôs que ela desejasse se sedentarizar,entretanto,a palavra que ela usara "NOSTOS"(do grego significando retorno à casa)era um tema muito usado nos poemas romanis com o significado de voltar para a estrada aberta,viajar. Numa Kris ,os mais velhos do seu clã a consideraram traidora e"marimê"e,ela  foi banida do meio de sua gente para sempre. Esta expulsão a fez sofrer de tal maneira, que ela esteve hospitalizada por 8 meses num hospital psiquiátrico. Pelos restantes 34 anos de sua vida continuou escrevendo suas poesias e canções  até o fim .Faleceu em 1987, esquecida por 
todos.Posteriormente,foi considerada uma das maiores poetisas da Polônia e do mundo,mas até hoje,não se fez justiça em relação a ela no meio cigano.




COMO EL ÁGUA..

Oh, Señor,adonde debo ir?



Que puedo hacer?

.Donde puedo hallar

leyendas y canciones?

No voy hacia el bosque,

ya no encuentro ríos.

!Oh bosque, padre mio,

mi negro padre!

El tiempo de los gitanos errantes

paso ya hace mucho. Pero yo les veo,

son alegres,

fuertes y claros como el agua.

La oyes

correr

cuando quiere hablar.

Pero la pobre no tiene palabras…

… el agua no mira atrás.

Huye, corre, lejos, allá

donde ya nadie la vera

Nadie me comprende,

solo el bosque y el río.

Aquello de lo que yo hablo

ha pasado todo ya, todo,

y todas las cosas se han ido con ello…

Y aquellos años de juventud.



Papusza no centro da fotografia;seu marido sentado à sua esquerda. 

sábado, 27 de agosto de 2011

UMA PINTORA CIGANA: JUDEA HERÉDIA...

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Judea Herédia nasceu  no bairro do Albaizin,em Granada em 1975,numa família cigana.Seu avô materno era escultor e,desde os quatro anos  de idade Judea conviveu com a arte no ateliê  dele,no Sacromonte.Luís Herédia Amaya era um escultor cigano de sucesso e professor de anatomia artística,esculpindo retratos de “payos” e de ciganos, toureiros famosos, cantores,dançarinos e dançarinas de Flamenco.Com  o avô,Judea aprendeu as primeiras noções de desenho ,fazendo retratos em carvão em seus cadernos .Ao ver o avô esculpindo retratos de “payos”ela afirmava resoluta que só iria desenhar ou pintar gitanos...
Judea nasceu surda e encontrou na sua carreira enormes dificuldades. Mas, pelo caráter firme e decidido, herança do seu sangue cigano, a moça conseguiu vencer e ter grande sucesso.
Aos doze anos, Judea entrou na Escola de Artes e Ofícios Artísticos, iniciando seus estudos de desenho e pintura. Dois anos depois, com14 anos ingressou na Faculdade de Belas Artes de Alhambra em Granada para aperfeiçoar sua técnica, e aos dezoito já dominava  de maneira excepcional  o uso da luz e da sombra, mostrando já o seu  talento nas cores vibrantes de seus retratos.A força,a emoção e a clareza de objetivos demonstrados por ela ao longo de sua carreira deixam transparecer  suas raízes ciganas.Tendo nascido com graves problemas auditivos, o que a torna parte de uma das minorias,a os deficientes físicos;ela também pertence a uma das minorias étnicas mais discriminadas do mundo :os ciganos...Junte-se a isso o fato de também ser mulher e, teremos  um atestado de insucesso e dificuldades intransponíveis  para uma pessoa comum!
Entretanto, através de sua coragem e persistência, muita dedicação e amor ao seu trabalho, esta jovem pintora de sangue cigano conseguiu vencer e, após uma carreira de sucesso  com muitas exposições em Universidades e encontros de arte internacionais Judea Herédia é considerada uma das cinqüenta mulheres ciganas mais importantes no mundo.
Através da linguagem universal da Arte a pintora cigana derrubou todas as barreiras culturais e de comunicação, dando a todos os ciganos  e não-ciganos um exemplo  de força de vontade e determinação. A artista plástica superou todos os preconceitos e dificuldades com muita coragem, alegria e entusiasmo  e,segundo sua mãe,Luisa Herédia,a jovem  mostrou  que os ciganos não só cantam e dançam,mas também pintam e, muito bem. Numa entrevista em 2003, ela diz: “A arte não entende de etnias nem de raças.A arte é um idioma universal.A arte é a base para todo entendimento .Não se necessita nem de idiomas,nem de palavras.Todos os povos se entendem através da arte.”
   
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(ALGUNS TRECHOS DA BIOGRAFIA DA PINTORA FORAM EXTRAÍDOS DO SITE "ENCUENTRO CULTURAL GITANO)                                                                                                                                      

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

IVA BITTOVÁ ARTISTA CIGANA...ATRIZ,VIOLINISTA,CANTORA E COMPOSITORA...

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Iva nasceu na República Tcheca em 1958,de origem cigana.Iniciou sua carreira trabalhando no cinema,como atriz em 1970.Fez vários papéis em muitos filmes e,finalmente no início de 1980 começou a cantar e tocar violino.Sua técnica vocal e instrumental se aprimorou de tal forma que ela tornou-se reconhecida internacionalmente.Começou a gravar em 1986 e desde então, fez oito álbuns solo,alcançando o sucesso.Não desistiu da carreira no cinema e em 2003 atuou num filme (Zena) que foi indicado para o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2004.Ë uma cantora "avant-garde",criando performances incríveis no palco, 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

RITA HAYWORTH : UMA CIGANA EM HOLYWOOD...




MINIBIOGRAFIA

Filha de uma família de dançarinos ciganos espanhóis, Era filha do dançarino flamenco Eduardo Cansino, natural de Castilleja de la Cuesta, e de Volga Hayworth, chefes de uma famosa família de dançarinos ciganos espanhóis. Seu pai queria que ela se tornasse dançarina, enquanto a mãe desejava que ela fosse atriz. Seu avô, Antonio Cansino, era o maior expoente de Dança Clássica Espanhola, sua escola de dança em Madrid era mundialmente famosa, e foi ele quem deu a Rita, sua primeira lição de dança. Assim que ela fez três anos e meio, começou a ter aulas de dança. Ela não gostava, mas não teve coragem de contar para o pai. Durante vários anos ela frequentou diariamente aulas de dança no Carnegie Hall, sob a instrução de seu tio Angel Cansino.Margarita Carmen Cansino subiu ao palco pela primeira vez, aos doze anos, ao lado do pai. Treinada profissionalmente, ainda adolescente apresentou-se várias vezes em cassinos na fronteira dos EUA com o México. Um barman apaixonou-se por ela e inventou o drink "Margarita" em sua homenagem.

Primeiramente, atraindo a atenção de produtores de cinema como parte da "Família Cansino de Dançarinos", Margarita estreou no cinema em 1935 com o nome de Rita Cansino, no filme "O Inferno de Dante", após assinar contrato com a Fox Film Corporation.  Depois de participar de alguns outros filmes, em pequenos papéis, o Estúdio não renovou seu contrato, fazendo com que ela passasse a trabalhar para diversas produtoras, em filmes de baixo orçamento, inclusive alguns faroestes.

Em 1937, ao ser contratada pela Columbia Pictures, adotou o nome de Rita Hayworth. Sua beleza chamou a atenção dos dirigentes do Estúdio, que viram nela a possibilidade de vir a se tornar uma grande estrela. Em 1939, obteve o segundo melhor papel feminino em "Paraíso Infernal", de Howard Hawks.  Dois anos depois, ela viveria seu primeiro sucesso, ao trabalhar ao lado de James Cagney e Olivia De Havilland em "Uma Loura com Açúcar". No mesmo ano, ao contracenar com Tyrone Power em "Sangue e Areia", viu solidificar-se seu caminho para o estrelato. Ao dançar com Fred Astaire em "Bonita Como Nunca" e "Ao Compasso do Amor", e depois com Gene Kelly em "Modelos", Rita firmou-se como uma das maiores dançarinas de Hollywood e a maior estrela romântica dos anos 40.  O clássico "Gilda", de 1946, ao lado de Glenn Ford, a transformou no maior mito da década.

Rita casou-se cinco vezes: seu primeiro casamento foi com o empresário Edward Judson (1937 - 1943); divorciada, casou-se em seguida com Orson Welles (1943 - 1948), com quem teve a filha Rebecca Welles; seu terceiro casamento foi com o príncipe Ali Kahn (1949 - 1953), com quem teve a princesa Yasmin Aga Kahn; em seguida, casou-se com o cantor Dick Haymes (1953 - 1955) e, finalmente, em 1958, casou-se com o produtor James Hill, de quem se divorciou três anos depois.

Seus três últimos casamentos a fizeram interromper sua carreira por diversas vezes.  Seu insucesso no amor era por ela definido como: "A maioria dos homens apaixona-se por Gilda, mas acorda comigo".

. Após atuar em "Aguirre, a Cólera dos Deuses", 1972, ela não mais voltou às telas. Em 1980, foi diagnosticada com "Mal de Alzheimer". No ano seguinte, foi colocada sob a tutela de sua filha Yasmin, com quem permaneceu até sua morte aos 68 anos de idade.